Sacrifiquei quem era
Ao oxigénio.
Morri a parte que não compreendia.
Sim, descompliquei-me,
Dizes de forma descontraída.
Mas não queria.
Traí-me.
Por quê?
Um calor momentâneo
Para depois desaparecer
Para sempre, sempre, sempre.
Não, quero mais.
Quero sentir os meus lábios nos meus.
Quero morrer enquanto vivo,
Descobrir a luz por debaixo de todas
As possibilidades negadas ao mundo.
Criar o nada, de novo,
E finalmente, poder dizer,
Fui o nada que sempre quis,
E assim cheguei ao céu.
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