Rabiscos num quadro feito de ar
Luzes que
Caem serpentinas do tecto.
Sorrisos de todas as cores
Em cronometradas direcções.
Será um pano a esvoaçar?
Não, a EDP esqueceu-se de pagar a conta.
Salpicos de água
Penetram-te sexualmente,
Inocentemente.
E inclusões glicogénicas
Fazem-te lembrar do tempo
Em que nada existia dentro de ti.
Celebrações evaporam-se a cada segundo
Que passa longe dos teus lábios
Segredando dentes dispersos,
E nada se perde,
A não ser as palavras
Dentro de si,
Dentro do infinitesimamente
Dentro,
Até nascer o nada,
O vácuo que ocupa espaço.
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